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5 de fevereiro de 2010

Um presente atrasado.

_ Era pra ser um presente, impresso e embrulhado, com uma história completa, como um livro, não com apenas a última página. Mas acho que já não teria a graça que era pra ter; já não faz o sentido que tinha, talvez meu presente tenha chegado atrasado (ironicamente, para combinar com a pessoa que devia recebê-lo). Como nada nunca fez sentido mesmo, aqui vai pelo menos uma página sem sentido.


O amor que eu conto escorre pelas letras, e está presente em cada retalho de momento que eu tentei remendar.

Os momentos se explicam, e tudo parece ser justificável quando se trata de amor. È amor ! Mesmo que torto e inconseqüente. É amor! Mesmo que ilícito e esculhambado.

Não que eu seja perita no assunto, mas sei que isso não tem preço.

Eu defendo essa verdade por encontrar sempre reservas dentro de você em meio as suas vontades e aos erros dele.

E mesmo que a vida continue fazendo seus rodeios. Mesmo que o vento sopre por outras bandas. E que a lua ilumine outros caminhos. Mesmo que os seus dedos não voltem a se entrelaçar. E que não encontrem a estrada de volta, poderá dizer que viveu e amou. E ama. Mesmo parecendo algo bem clichê, os bons momentos continuam impregnados ai, está na sua essência, onde fica tudo de bom que a vida nos leva.

E por isso, só por isso, já valeu a pena ter vivido.


(Mari)

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