
Chegou como uma curiosidade de saber dele agora virou uma vontade incontrolável de conversar com ele e olhar pra ele e tocar nele. O problema é que não dá pra mim,
Troquei de nome e de cidade. As conversas foram se tornando mais frequentes, os assuntos as vezes variavam, as vezes eram as mesmas brincadeiras de quem não leva fé, eu falo pra ele o que muitas vezes eu gostaria de dizer de verdade (as vezes com uma dose a mais, não estar tão exposta ajuda um pouco.), ele fala como quem não quer nada mas acaba me fazendo acreditar nas mentiras que ele fala e nas mentiras que eu conto, só que ai eu acordo e vejo que é apenas uma mentira que o máximo que eu posso ter dele são essas conversas, e que por mais que eu goste delas, logo elas vão acabar e eu não terei meios de ter dele nem isso. Mas são as palavras mais simples e forjadas que me fizeram mais uma vez enxergar com outros olhos alguém que era pra mim apenas uma lembrança que eu não fazia questão nenhuma de lembrar.
Queria tanto poder me materializar nessa invenção, só pra poder viver por algum tempo essa ilusão. Que na minha cabeça vai ser sempre só mais uma ilusão. Uma ilusão que eu passei a ver com outros olhos, mas que eu vejo sempre com os olhos de um sonho de uma coisa que nunca vai se concretizar, mas mesmo assim eu queria poder tornar realidade. Talvez como forma de consertar os meus antigos erros ou mesmo porque eu tenha fome de acertar. Porque eu realmente não tenho foco, então acabo apelando pra esse tipo de coisa pra preencher meu vazio. Chega a ser irônico querer estar no lugar de uma pessoa que não existe, no lugar de uma pessoa que eu inventei.
(Mari)
"Olha!
Você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo
Eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios
De esperança
De uma cor que mais
Ninguém possui
Me traz meu passado
E as lembranças
Coisas que eu quis ser
E que não fui
Olha!
Você vive tão distante
Muito além do que
Eu posso ter "..
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