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12 de maio de 2010

De olhos fechados é o que penso

De olhos fechados pro mundo agora eu vejo tudo que passou por ele até aqui, quando resolvi abri-los então.
Sorrir já deixou de ser uma obrigação, entendi a grande moral pra ter que transparecer sorriso, é transparecer felicidade, é senti-la. Quando reconheci o grande valor que ele possui, parei de abrir os lábios e tentar transparecer mentiras, sentimentos não sentidos. Atribui aos meus traços um dom, aquele de poder deixar vazar por meus olhos quais que fossem modos de emoções. E se eu não a sentisse, que simplesmente não transparecesse nada, mostrasse que não havia nada ali pra ser visto.
Vi a flor que eu mais gostava, e que pra mim, estava extinta. Me esquivei dos pensamentos sórdidos e preferi pedir licença pra passaar. Era uma mesclada de turbulências que não moviam nem abalavam nada. Então um tremor tomou conta de mim, e meus olhos quiseram se fechar novamente. O fiz então.
Quando eu estava com meus olhos fazendo o que era preciso, me sentia mais leve e mais forte. A realidade dos fatos me deixava fora de órbita, porque na verdade a vida real de nada me importa. Quando meus olhos estão fechados, ali dentro tudo se transforma, meus sonhos se tornam realidade num prazo mínimo de 5 segundos, meu chão deixa de existir e minhas asas transparentes se Poe a voar. É mágico, é intrigante, é o que eu busco. Não ouço nada que vem do lado de fora, como se eu estivesse trancada em uma caixa super-preparada; que as vezes me sufoca, mas não podia ser mais perfeita.
Nesse sufocar eu tenho que criar coragem, desfazer minhas asas e recuperar o chão que a realidade das cores vivas e o movimento involuntário de terceiros viria, e eu precisava entender e escutar o que eles me diziam.
Poderia viajar mais de trezentas vezes no mesmo dia ou na mesma até, mas quando eu abria os meus olhos pra poder onde eu havia parado depois de tanto voar, eu não tinha conseguido me mover nem meio milímetro se quer. E vinha a atordoante vontade de fechá-los e perceber que posso ir bem mais longe que os olhos que se dizem reais podem ver. Não que eu quisesse fantasiar, mas se você entrasse nessa dança comigo – porque eu realmente podia dançar – veria quão bom seria se eu pudesse ficar na minha caixinha pra sempre, se ela um dia deixasse de me sufocar, certamente eu o faria sem sombra de duvidas.
Quando eu via que o sol do lado de fora era mais forte percebia que as semelhanças não existiam, e que minha estrada do outro lado era muito maior e eu me sentia mais eficaz de lá. Daqui eu precisava que alguém me ajudasse, lá eu sempre ajudava. Daqui meu coração estava despedaçado, de lá ele não sabia mais como irradiar mais emoção – eu sabia sorrir involuntariamente, com vontade e sinceridade. Felicidade era o que me motivava – meus olhos não se desmanchavam de tristeza quando eu os fechava.
Eu não sabia mais sorrir quando sabia que estava do lado de fora, ali, do lado de fora, havia muita coisa que ninguém sabia explicar. Tinha muita gente que se preocupava comigo quando eu caia em tentação e me deixava abalar por pensamentos absortos e carregados do passado. É, eu fechava os olhos pra fugir do que passou. Grandes e fortes são aqueles que superam a perda de um grande amor. Eu não o tinha – na verdade nunca fora meu, mas eu o amava com tudo que podia – mas ele sabia que meu coração estaria despedaçado assim que o dele não mais me olhasse – quando seus olhos se fechassem por completo para mim . Não pude suportar sentir meu coração quase parar por isso, tão pouco ouvir meus soluços desesperados buscando um abraço, foi quando resolvi fechar meus olhos novamente. Quem sabe o fiz agora por definitivo, e não me falte oxigênio dentro da caixa. Meu coração pode bater na sua forma regular, e tudo ficou bonito novamente. Sentia uma ausência, mas sabia que teria o resto dos tempos pra supri-la. Veria o sol do meu jeito e não escutaria mais a realidade, não sei ao certo o que sentiria, mas amor eu nunca mais terei. Meu coração aos meus olhos agora era perfeitamente intacto, e ele sabia que já bastava e que os olhos estavam fechados e ele poderia sorrir.
Seus olhos se fecharam pra mim, e os meus se fecharam pro mundo. Se abriram em outra extremidade na qual o vento sopra e balança os meus cabelos na tuada do meu vôo, porque daqui a pouco me pego a dançar, e vai ser pra sempre o FIM.


(Manu)

15 de abril de 2010

pra esquecer dos meus anseios e dormir em paz, em paz !

Hoje acordei meio sem vontade de ver se era dia, ou se ainda era noite. Não quis levantar da cama e nem deixar todo aquele calor que havia reservado aquele tempo todo. Acordei meio sonolenta e desprovida de vontade-propria, não sei onde eu a deixei. Acordei, e porem achei que ainda estava embalada no sono.
São esses dias em que nada parece conspirar a favor de nada, ou esses dias em que a gente então não deveria nem ter ousadia de por os pés no chão. Uma dose de um café bem amargo as vezes ajuda a enfrentar os dragões, mas uma espada forte e polida me seria muito mais útil em certos casos.
E dessa vez se eu falasse do coração não ia ser tão áspero o meu modo de escrever, tão pouco teria essa miséria de formas descritivas. Já nem sei mesmo, por hoje, como é ter o coração acelerado por identificar uma imagem – a imagem preferida, não sei e falo de verdade.
Hoje acordei Maria das dores, dói tudo; dormi muito, e muito mal. Hoje acordei calculista, com vontade de fazer tudo aquilo que não precisa se mover, acordei sem desejos, sem fome, sem sorriso e sem um bom dia !
Não tirei meu pijama, não descalcei as meias, enfiei os pés na minha pantufa que fica sempre ali, no pé da cama e tive que pelo menos me mover até a cozinha e tomar um dose de café .Pra voltar a fazer meu nada que estava fazendo.
Hoje acordei com sede se solidão, vontade de ninguém e sem saco pra ter que dar meios falsos sorrisos.acordei porque faz parte, não levantei dali porque não deu vontade.
Nem se quer abri as cortinas, não queria ver o espetáculo que acontecia por de trás delas, não hoje. Deixe-as fechadas, sem brechas e fui ao menos ver tv. Não que eu quisesse ver algum programa, mas queria mesmo ver cenas, mesmo que essas encenadas lá na Áustria, eu queria olhar para aquilo, até mesmo se eu não visse nada.
Dizem que isso é frustração, mas não nomeio como isso e nem outra forma de o fazer. Não interessa o que seja, se é que seja algo. Talvez eu esteja magoada, desiludida com a vida – ou com as pessoas que tenho nela, ou não tenho –talvez seja uma virose, uma antipatia ou até mesmo uma conseqüência.
Hoje acordei com vontade de apertar ‘pause’ ou pelo menos mudar de capitulo. Mas o que está mais próximo de mim e que é o mínimo que posso fazer é apertar o ‘play’ e fazer de conta que eu entendo oq eu está na tela da tv bem na minha frente. O único espetáculo que eu quero ter, aqui parada no mesmo lugar, sem me mover; porque hoje eu acordei com vontade de dormir de novo e ver como vai ser amanha !


(Manu)

12 de abril de 2010

Bem vinda a vida

Já era, e dessa vez foi mesmo. Mesmo que tenha sido temporariamente como o de costume, havia ido.
foi e levou muita coisa dependente dela. Acontece que foi quase que um to espontaneo, daqueles que não era pra ser praticado. Mas foi inevitavel não deixar que ela não se fosse.
Minha autorepressão havia me deixado, levou meu medo, meus limites - mas nem todos, minha vergonha inutil, minha falta de esperança e minha total e impiedosa desconfiança.
Não que isso impesisse que agisse por livre e espontanea vontade, as vezes nem mesmo existia vontade.
Com o decorrer dessa nova temporada em que meus fantasmas se foram estou deixando que as circunstancias sejam mais naturais, ou que apenas sejam, não ligo mais pra tempo uma vez que o tempo se corroi rapido demais e sempre deixa presente sua maior porte no passado.
É, aprender agora se tornou quase que uma questão de vida ou morte. como quando estudei biologia, a evolução; 'ou você se torna apto, ou você morre'.
Era como se minhas folhas estivessem atrofiando a cada dia que passava, mais e mais. Dava uma especie de medo de que um dia não existisse mais o que existir, sobre mim; dava medo porque nem se quer as pelavras mais vinham à minha cabeça, nem que fosse a frase mais imbecil que já pudesse ter escrito; era irreal quase, mas era.
Já começou, todas as mudanças estão se tornando mais visiveis e oq ue importava ontem hoje já nem se quer é lembrado; o vestido e a velha foto que eu abraçava sempre não foram parar no lixo - porque até mesmo as piores formas de recordação são dignas de serem chamadas de boas lembranças - e o lixo não era um bom lugar para guarda-los; aquele disco de vinil que eu já nem ouvia pra poupar as minhas lagrimas também foi deixado de lado; o cordão que eu havia ganhado e que tinha um peso enorme sobre minha cabeça e coração e deixei na minha caixinha de surpresa a mesma que eu costumo mexer todos dias a mesma que eu guardo minhas coisas mais normais; as mensagens do telefone infelismente eu não pude salvar, elas foram deletadas - não foi muito facil, e é claro que reli todas, uma por uma das 89 até que não restasse mais nem meia - mas o seu numero ainda continua gravado.
Não só disso me desfiz, tive que aprender muito mais. Esses fantasmas haviam me transformado em quase parte deles, e isso me deixou isolada um pouco demais.
Primeiro aprendi a utilizar o meu cartão de credito, esbanjei, aproveitei e renovei .
Depois aprendi a usar o que havia comprado, nossa quanto tempo isso não aontecia, e sai. Não sabia nem se quer por onde eu começa, mas eu não queria um destino prontinho com uma mapa em mãos e seguir tudo certinho, fui parar em um ponto da cidade que não conhecia ninguém e lá aprendi o que é tomar 6 tequilas não por desilusão e sim por diversão.
Numa só noite aprendi a ficar de porre e rir de tudo, aprendi a conversar e a chamar as pessoas pra um pezinho de dança mesmo sem saber dançar e tive que confiar em um estranho pra poder me levar pra casa.
Depois desses excelentes passos fui abrigada a usar o telefone pela primeira vez e ligar pra minha melhor amiga que já não via há uns 3 meses e pedir que ela fosse até minha casa, não pra me ver chorar ou me consolar, mas sim para me ajudar, ouvir minhas boas novas,dar conselhos e levar uns remedios que eu precisaria por consequencia de 6 tequilas.
Tive que aprender a parar de ver romances comendo todo chocolate que era possivel e que as vezes era mais salgado que a água do mar, já que minhas lagrimas inundavam tudo. Que por fim vi, o meu romance mais lindo, comi meia barra de chocolate e nunca o senti dão doce fazia tempos.
Peguei a secretaria e dessa vez eu não iria ligar só pra poder nem mesmo chamar, dessa vez eu ligaria pra amigos, chamaria para sair porque meus fantasmas se foram e eu podia praticamente tudo. Liguei pra todos que eu tinha na lista, ou quase todos, é claro. E a noite prometia, novamente. Mais algumas rodadas pela cidade que aprecia tão maior desde a ultima vez que havia visto de perto, e ao mesmo tempo muito pequena. Bastou rodarmos 3 quadras e lá estva você, mas só estava você. Por incrivel que possa parecer os meus fantasmas não te acompanhavam, então me enchi de esperança coloquei meu sorriso novo, meu olhar de felicidade mais sincero que vinha de dentro, e caminhei tão levemente - quase que tão amis levemente que quando você estava do meu lado e me fazia quase que flutuar - que foi impossivel não notar a importancia que você deu pra isso tudo. Mas eu não iria deixar que tudo começasse de novo, era tarde demais e eu não aceitaria que meus fantasmas se apoderassem de mim tão repentinamente e me derrubassem no chão como haviam feito. Não era para passar perto de você, o meu caminho não cruzaria com o seu, era um pouco distante - mas dava para notar que você não desgrudou os olhos de mim até que eu enfim entrasse no barzinho - mesmo que não fossem quilometros, dava pra ver alem do que você queria mostrar. Então eu quase vi sua mão querendo me acenar um tchauzinho, mas não o fez porque sabia que mesmo que eu não fosse tão incredula para te deixar no vacuo sabia que seu orgulho o trairia depois.
Assim se foi mais uma noite, não sei se alguém se arrepende de algo ou se queria poder voltar no tempo; mas se tivesse alguém com esse tipo de ideia certamente não seria eu.
Naquele mesmo porta retrato coloquei uma foto linda, minha e das minhas melhores amigas, ganhei um cordão novo de São Jorge e que não pesa quase nada. ando colecianando porres,sorrisos, amigos e emoção. Ando com vontade de vida, ando com vontade de sobreviver a esse impacto.

Já era ela havia mudado meu caro, mesmo que tivesse demorado muito tempo e a tivesse deixado em reflexão muito mais tempo. O tempo pra ela era uma arma forte e ela não tinha medo dele, ela só temia que ele não passasse ou passasse e a deixasse como sempre faziam; e depois ela nem se quer sabia o que era temer algo, não amou ninguém depois disso - porque sente que amor é uma palavra extremamente forte - mas não deixou de se apaixonar, se ela teve muitos romances eu não saberia dizer mas ela soube fazer com que fosse muito amada.
Já era e dessa vez foi pra valer, seus fantasmas foram embora e não havia mais, não no mundo dela, lugar pra estes morarem.

11 de abril de 2010

Um conselho pra não se esquecer.

(...) Ele foi o meu primeiro amor, e era como um conto de fadas, tudo exatamente como eu sempre sonhei que um amor poderia ser. Nós combinavamos e nos completavamos como jamais pensei poder existir. Eramos jovens, bonitos e estavamos muito felizes, todos podiam ver o quanto estavamos felizes e gostavamos um do outro.
Mas com o passar do tempo fomos obrigados a conhecer também os defeitos um do outro e a conviver com as manias, as preocupações, os dias dificeis, e com os erros. 
Sim, nós ainda estavamos apaixonados, mas eramos jovens demais, e inesperientes demais pra saber lidar com o fim do conto de fadas e o inicio da vida real, impetuosos demais pra aprender a lhe dar com o fim da perfeição que julgavamos existir, medrosos demais pra lhe dar com tudo isso, e bastante corajosos pra dizer não ao coração, e abir mão do que sentiamos. Diria até burros o bastante pra deixar que pequenos e grandes problemas nos levassem a deixar pra tras tudo que tinhamos, e não tinhamos muito mais que um ao outro e a nós dois, mas isso era tanto, e era suficiente.
E então acabou, e hoje eu estou com um cara legal, tenho um bom emprego, uma casa grande, muito mais que naquela epoca, tenho uma vida quase perfeita. E quando olho pra tras eu só tenho saudade daquela época de tudo que não tinhamos, e de tudo que tinhamos e não sabiamos. Hoje, eu ainda lembro dele e sinto falta do que eu nunca mais tive, de tudo que só ele me fez sentir e viver. E então é invitavel pensar como teria sido se tivessemos enfrentado tudo, se hoje eu teria mais que uma vida quase perfeita e um cara legal, como eu gostaria de ter de volta toda aquela imperfeição.
Tudo começa com um conto de fadas, você conhece, se encanta, ele faz questão de apresentar logo suas qualidades, quer te agradar, e você acha tudo tão perfeito. Mas o tempo faz questão de complicar as coisas e de mostrar que não é tudo tão facil assim, de mostrar que vocês não concordam em tudo e que como bons humanos tem defeitos, como já era de se esperar, (mas perai, desde quando você poderia esperar que uma pessoa tão perfeita pudesse ter defeitos?), ah sim todos temos, e daí veem os erros, as pequenas discussões, a distância, os compromissos, os horarios que não se encaixam, os problemas, os gritos, e por ultimo o silêncio. E então fotos são rasgadas ao meio, corações são partidos, lagrimas são derramadas, cada um segue seu caminho, muitas vezes opostos. A ferida se fecha, conhecem outras pessoas, mas nem sempre conseguem sentir aquilo novamente, e sempre que perceberem que está faltando alguma coisa vão lembrar um do outro, vão pensar, por onde ele(a) andará ? será que está feliz ? ainda se lembra de mim ?, e se eu pudesse responde-los eu diria sim, eles sempre vão lembrar, porque quando é de verdade não é preciso de fotos nem da presença nem de um anel pra lembrar, as marcas são maiores, são mais profundas e são permanentes.
Não estamos preparados para a vida real, aquela além de nosso controle, de nossos planos, nos apaixonamos por um conto de fadas, e não aceitamos a realidade. O conto de fadas acaba, mas o amor não, o amor continua existindo na vida real, só que vem acompanhado de coisas muito mais complexas, mas não deixa de ser o mesmo amor: bonito, grande e forte.
O mundo é cruel, a vida é dificil, as pessoas mentem e muitos são as decepções, mas o amor ainda existe.
E se você gosta de alguem não deixe pra depois, não deixe a hora passar, e não deixe que o medo da imperfeição te impeça de ter o que é perfeito pra você, não a historia que você imaginou ou leu num livro, talvez não com um galã de novela ou um principe encantado, mas com o que se encaixa melhor em você, e acima de tudo com quem você gosta.
Talvez se eu tivesse lido isso, minha historia seria outra. Minha história, minha vida, não meu conto de fadas. 

http://www.youtube.com/watch?v=_YtzsUdSC_I&feature=fvst

(Mari)

6 de abril de 2010

Deixe o passado ir embora.

(...)  E me bateu aquela nostalgia, aquela saudadezinha de tudo que eu já fui e de todos que já "me foram". Sabe quando o agora sozinho não é capaz de dar sentido a nada e você precisa buscar lá no fundo, em coisas que você já nem lembrava mais pra poder entender, dar sentido ou mesmo aliviar um pouco as coisas.

O fato é que quando hoje não tenho muitas coisas pra contar, nem pra pensar, nem pra viver, eu acabo recorrendo às minhas memórias, tentando resgatar o que as vezes já não faz sentido pelo simples fato de querer ter algo, mesmo que não me pertença só pra não ter que suportar o vazio.

E não vejo que fechando os olhos pra lembrar, também estou me fechando para o que vem pela frente, pro que me espera,e para o que poderia encontrar.

As vezes me agarro ao que nem eu mesma faço questão de ter, porque muitas vezes parece ser mais dificil deixar ir embora, do que manter o que eu já me acostumei a carregar comigo.

É como se me despedindo eu estivesse deixando pra tras também aquilo que vivi, os momentos que tenho guardado e tudo mais que eu já fui e ja vivi.

Porem basta pensar um pouquinho e percebo que o que eu vivi vai continuar sempre guardado comigo, mas que pra isso não é preciso andar carregando nenhum cimiterio.

E então decidi deixar meus principes e fantasmas pra tras, e das historias que eu já vivi carregar comigo somente as lições que aprendi. Esperar pelo futuro e vive-lo enquanto ele estiver presente, e quando chegar a hora deixar ele ir embora, sem dó, talvez com saudades, mas com a certeza de que aquele pedaço da minha história já não faz mais parte do meu presente, e que ele já foi tudo que tinha pra ser. Que ele já não é mais. Quero viver coisas novas, e ter tamanho carinho pelas novas lembranças quanto tenho pelas antigas, velhas e empoeiradas.

Starring at the blank page before you / Encarando a página em branco a sua frente

Open up the dirty window / Abra a janela suja

Let the sun illuminate / Deixe o sol iluminar

Tthe words that you could not find / as palavras qie você não pode achar

Feel the rain on your skin / Sinta a chuva na sua pele

No one else can feel it for you / Ninguem pode senti–la por você

Only you can let it in / Somente você pode deixa-la entrar

No one else, no one else / Ninguem mais

Can speak the words on your lips / Pode dizer as palavras em seus lábios

Drench yourself in words unspoken / Se molhe em palavras não ditas

Live your life with arms wide open / Viva sua vida de braços abertos

Today is when your book begins / Este é o dia que seu livro começa

The rest is still unwritten / O resto ainda está em branco

5 de abril de 2010

Li e me encantei !

 
 Esse texto não foi confeccionado por mim, mas por uma menina de muito talento que devia escrever mais; porém vou coloca-lo aqui, pois acho que merece ser compartilhado.


Arrumou-se com um pouco de pressa, combinara às onze. A mão firme retocava o lápis na parte inferior dos olhos. A sombra clara destacava seu olhar escuro. Nos lábios, o vermelho atípico. Há muito se esquecera de como ficava bem com eles... O celular toca em algum ponto do apartamento. Riu consigo ao pensar que nunca conseguiria deixá-lo em lugares de que se lembrasse e então foi procurá-lo. Mais alguns minutos, risos ao telefone, um pouco mais de perfume, uma última olhada ao espelho... Pronta.

No carro batidas agitadas pré-diziam a noite. E por causa do vidro meio aberto um vento gélido beijava-lhe a face. Deliciada com o gosto puro de liberdade cantarolava alegre a canção ressonante. Lá fora uma lua gorda e brilhante parecia gargalhar misteriosa como se pudesse prever a noite da bela moça.Parou a menos de cem metros da boate. Tivera sorte, nem mesmo ela saberia explicar como conseguira aquela vaga. Afinal eram quase meia-noite e a fila fazia ciranda pelo quarteirão. Contudo não estava nem aí! Era uma linda noite, as estrelas pareciam holofotes e ainda sentia um vento tímido sobre a pele. Nem brincar de roda com toda aquela fila poderia arrancar-lhe o bom humor.Já na festa o ambiente escuro e a música alta empurraram-lhe forte e sem tempo nem ao menos para respirar ao cume de toda a animação. Com um suspiro substancioso derramou o vento que lhe faltara ao entrar. Muita gente, conversas saltando aos ouvidos e um pouco de fumaça foram os ingredientes finais despejados na mistura fervente que compunha o ambiente. Um breve passeio pela pista e pode ver uma agitação louca de braços e gritos a sua espera. Pensou então que são nessas horas que cogitamos fingir que não é com você que estão mexendo. Mas por alguma razão louca ou por simples remorso de lembrar que também era capaz de insanidades do tipo foi ao encontro das garotas. Afinal a falação deu-lhe sede e em busca de uma bebida foi ao bar. De longe pode ver ombros largos e um jeito largado de encostar à bancada. Interessante. 
“Não acredito!” – a frase surpresa da menina foi seguida por um olhar de espanto do rapaz.
“Eu...aah...”
“M* não é? É T*, a gente estudou uuhn... o ensino médio todo juntos.”
“T? Nossa, quase não te reconheci! Você está tão... bem!” – a garota sorriu em resposta. – Faz...”
“Muito tempo. Eu sei.”
“É... isso. Mas como você tem passado? Morando por aqui?”
“Uhum, fim de faculdade, vida nova, apartamento novo, tudo, er... quase tudo, novo.” – os dois riram um pouco.
“Nossa, que inveja, quem dera eu estive terminando.”
“Ué, mas não?”
“Aaah, a faculdade sim né, agora têm mais três anos de residência daqui pra frente.”
“Olha só o outro reclamando de barriga cheia! Já vai estar ganhando rapaz, não ‘tá bom não?”
“Bem... bom bom bom...”
“Não ‘tá não.” – os dois riram recordando os velhos tempos. – “Sei, sei... Mas e aí, ‘tá com galera aqui?”
“To, to com um pessoal ali...” 
“Pois é, é que eu também, e as meninas estão me esperando...” – o rapaz olhou pra baixo e depois pros lados distraidamente como se tentasse se agarrar algo que os prendesse ali. – “Não quer juntar o pessoal não?” – o loiro voltou o olhar para ela.
“Claro.” – um sorriso discreto encheu o rosto dela. Fazia tanto tempo...

Quando finalmente todos foram reunidos, o que a princípio deixou as moças furiosas com o fim precipitado da noite das meninas pareceu a melhor ideia da noite após um pequeno intervalo. 
“Aaaah, para! Eu amo essa música!” - As mangas soltas do vestido estampado dela dançavam acompanhando seu compasso leve e único. Ele sorriu, de verdade, como não fazia há muito tempo. Cara, como ela lhe fazia bem! Pensou, passando a mão lentamente pelos cabelos.
“T*, você... ‘tá muito linda.” – o rosto corado dela ganhou um tom a mais. Ela sorriu.
“Eu... eu não imaginei que você fosse ficar assim.”
“Assim?”
“É... Assim.” – Seu olhar brilhante e a boca exalando mistério não deixaram que ele contestasse mais uma vez.
“Eu não acredito que deixei você passar... Eu era um garoto realmente muito bobo.” 
“Eu também não acredito que te deixei passar...” – Seus olhos viram-se como não faziam há muito tempo e a música já não importava mais. Seus corpos se encontraram e o gosto doce da boca dele encontrou a sua. Ela não se lembrava de ter esquecido do mundo em mais nenhum beijo na lembrança. Mas ela já não se lembrava mais... Eles se encaixavam perfeitamente, sincronizados, análogos sem nem precisarem de nada igual, aprazíveis. Ficaram ali, não se sabe, às vezes o tempo parou... Primeiro foi descoberta, depois bem... Foi intensidade. Uma intensidade que não se lembrava em nenhum momento antes, mas já não se lembrava mais... E no fim, bem, não foi fim. Foi só... 
Eles sorriram.

“Eu vou buscar uma bebida. Você quer?”
“Quero, aar...”
“Vodka com kiwi.”
“Você ainda lembra...” – Ele sorriu em resposta e virou. Agora as lembranças inundaram sua mente e pras costas dele ela se despediu. Correu. Fugiu. Saiu pela noite sem rumo ou direção. E a lua parecia gargalhar misteriosa como se quisesse dizer que tinha razão.


*de asas a sua imaginação ; )

22 de março de 2010

Sonho lindo,




Só para esclarecer que tudo está preso por um fio, fino e nada resistente – mas que é capaz de segurar muito mais que se supõe – e esse fio não se desfaz em pedaços, ou ainda não achou que a hora tenha chegado pra que o fizesse. Por mais pontos finais que eu coloque na historia mais linda que eu pude ver, ela sempre se prolonga um pouco mais – mesmo que nada, simplesmente nada aconteça pra poder alterar algo – e acaba virando umas indeterminadas reticências (...)

Então, o fim pelo qual eu comecei talvez nem exista. Por mais que nós tenhamos vontade de determiná-lo.

Não é frustrante mais, juro pra vocês que não mais. Já não dói tocar na ferida e já não me incomoda ter que dizer o nome dele em voz alta.Não tenho friozinhos ruins/bons na barriga e nem sinto que meu estomago peça para que o meu coração tenha um pouco mais de calma. Não sinto aquela euforia de simplesmente sentir, e por mais que meus olhos ainda se irradiem de luzes ofuscantes não ofusca muita coisa.

Talvez o sentimento de coração tenha ido embora – e não vai voltar mais – mas eu não me deixe desprender de que um dia o tive.

Ele é, aquela lembrança boa que eu tive, que eu tenho e sempre vou querer comigo.Isso mesmo, eu não tenho mais medo de dizer o que eu penso sobre isso; até porque não tem nada mais em jogo – mesmo que não houvesse existido uma única partida se quer – o meu coração não corre mais aquele grande risco que sair machucado e ele pede que eu diga, mesmo que nós dois – eu e meu coração – saibamos que seja tarde, mas muito tarde mesmo; não custa perder mais umas meias palavras, porque eu acho que ele por menos que pareça vale muito mesmo,mesmo que seja só pra mim, dentro de mim.

Ele foi aquela musica que canta dentro de mim e que nunca parou de tocar, ele foi meu príncipe encantado que não desencantou ainda – por mais sem graça que pareça ser -, ele é a criança que eu fui 2 anos atrás, aquele que me viu quando eu estava cega de raiva até mesmo pra perceber que ele estava ali, ele foi quem me subestimou a tal ponto deu fazer o que eu queria mas por ‘regras’ não devia. Mas era sempre ele, ou ainda é.

É encantador, mesmo que todos os cantos do mundo me digam que não, que é errado dizer sim, eu sempre direi que sim – mesmo que pra mim. Eu não sei me fechar completamente pra isso/pra ele. A gente aprende a gostar das pessoas, a tirar delas tudo o que nelas faz bem e mal pra gente; e por incrível que pareça que sempre quando era pra falar de uma coisa boa eu tocaria no nome dele – mesmo que eu ficasse em silencio, seria diretamente pra ele que meus pensamentos voariam e iriam correndo sem se quer olhar pra trás. Como lindos textos que já li dizem : ‘quando for pra falar de um sonho bom, eu sempre me lembrarei de você.’ Não levemos o nunca tão ao pé da letra, mas deixemos ele isolado e com fim indeterminado, e se não tiver um fim que deixemos então no ar. E ai sim, SEMPRE que eu tiver outra queda de recordações, essas boas, que eu venha transcrevê-las aqui ou em qualquer outro lugar; que eu as exponha pra quem estiver interessado em saber. As coisas boas que eu carrego na vida são muitas, mas poucas merecem destaque . Não que eu de preferência ou mais importância pra certas, mas o que consome e me liberta; me mantêm viva de corpo,alma e emoção.



( mesmo que eu viva tentando me emocionar sem emoção alguma e tentar de todas as maneiras inúteis de te ter, o que eu menos faço é o que mais faz efeito sobre você. e é assim completamente do avesso que você se faz e que me faz regressar sempre. Porque por mais que goste de saber o porque de tudo pra eu poder realmente entender e achar que seja coerente mais você me deixa impressionada por me deixar sem nada saber, nada entender e nem se quer me opor a isso. E a única certeza que ela carrega agora é uma duvida e que por incrível que pareça dessa vez não está a incomodando.)


Manu.

22 de fevereiro de 2010

Sabe garoto (...)

Sabe garoto, eu já não me encontro dentro de mim. Eu já não sei se sou ou fui, quem sabe um dia serei. Eu já não me preencho, já não me basto, tampouco me entendo. Talvez algumas pistas para me desvendar estejam contigo, ou quem sabe eu as tenha perdido no momomento em que estive contigo. Talvez elas ainda se encontrem comigo eu só não ande tendo lucidez pra decifrar. Só agora eu fui reparar, fui entender e aceitar que não adianta mais fugir. Você sempre esteve do lado de dentro, por mais que eu não percebesse. E como você pode se encaixar tão bem aqui dentro -apesar de fazer tanto estrago- e estar sempre tão separado de mim, tão indiferente e desinteressado. Sabe garoto, eu ando perdendo o meu tempo pensando em você, eu ando me perdendo querendo você, ando carente, sensivel e nervosa, e o principal suspeito é você. Sabe garoto eu gostaria de te encontrar e te pedir pra me levar embora, pra tirar os meus pés do chão e fazer o mundo desaparecer ao nosso redor, e então garoto tudo ficaria bem quando você me esmagasse num abraço, e dissesse alguma coisa que vallesse a pena, facilmente você conseguiria arrancar um sorriso do meu rosto. Sabe garoto eu gostaria mesmo de resgatar o que um dia eu senti, e de resgatar as minhas chances de ter você novamente. Sabe garoto, você não sabe de nada disso, mas EU SEI, e eu não sou covarde, não mesmo. Mas também não sou burra - pelo menos não tanto. E por mais que eu continue gostando vou conter cada vontade que surgir em mim, até o dia em que eu vou passar por você e vou sentir a mesma indifereça com a qual eu aprendi a conviver.
(Mari)

5 de fevereiro de 2010

Um presente atrasado.

_ Era pra ser um presente, impresso e embrulhado, com uma história completa, como um livro, não com apenas a última página. Mas acho que já não teria a graça que era pra ter; já não faz o sentido que tinha, talvez meu presente tenha chegado atrasado (ironicamente, para combinar com a pessoa que devia recebê-lo). Como nada nunca fez sentido mesmo, aqui vai pelo menos uma página sem sentido.


O amor que eu conto escorre pelas letras, e está presente em cada retalho de momento que eu tentei remendar.

Os momentos se explicam, e tudo parece ser justificável quando se trata de amor. È amor ! Mesmo que torto e inconseqüente. É amor! Mesmo que ilícito e esculhambado.

Não que eu seja perita no assunto, mas sei que isso não tem preço.

Eu defendo essa verdade por encontrar sempre reservas dentro de você em meio as suas vontades e aos erros dele.

E mesmo que a vida continue fazendo seus rodeios. Mesmo que o vento sopre por outras bandas. E que a lua ilumine outros caminhos. Mesmo que os seus dedos não voltem a se entrelaçar. E que não encontrem a estrada de volta, poderá dizer que viveu e amou. E ama. Mesmo parecendo algo bem clichê, os bons momentos continuam impregnados ai, está na sua essência, onde fica tudo de bom que a vida nos leva.

E por isso, só por isso, já valeu a pena ter vivido.


(Mari)

2 de fevereiro de 2010

é ponto final .


Então, eu não sei dizer pra certos o que seria tudo isso que não compreendi ainda.
Talvez eu não teria que saber de nada ou perdi a base da explicação, não sei realmente.
Já o fato de ter interligado fatos, me iludido sozinha e me enxido de falsas e inexistentes promessas faz com que ninguém mais além de mim perceba que no fundo eu haveria feito muito mais errado que de todas as vezes.
Mas me lamentar não seria a opção mais viavel agora, e sinceramente nunca foi.
Se você se arrepende por deixar que a gota chuva caia ou que o raio do sol entre por entre as brechas da janela o dia não seria molhado e nem mesmo chegaria a ser dia.
Motivos levados, influenciados, imutaveis e até mesmo lastimaveis; é engraçado olhar pra tras e ver como tudo vira sempre a mesma bola de neve, só que porem com uma neve pura de um inverno novo e mais gelida.
Então a gente repara muita coisa que já nem precisa ser lembrada, mas que faria tanta diferença, e que teria mudado tudo - ou quase tudo.
E como se isso bastasse, não basta mas também não muda. E o fato agora é que já que o que ficou lá, seja no verão passado ou no outono turbuleento ,está lá, ficou lá e não sairá de lá. E tudo o que temos daqui pra frente é vida nova, novas estradas pelos velhos caminhos e seguir em frente,seguir sempre.
O que ficou de lembrança para o Gran finale foi um beijo mal acabado, de um caso destroçado e invalido. Um abraço muito esperado e nada lembrado . Um aperto de mão quase que inexistente e um - dois ou três - olhar trocado como se fossem dois esatranhos e dizer enfim que ,eu não saberia dizer porque/quando começou e acabou assim; deixando relatos e retratos.

Sem demais, sem rancor - sem porquês - , com carinho da mais nova escritora que virou a pagina e começou introduzindo o que ficou por concluir.
Isso não faz com que eu comece com o que já acabou, mas começo sabendo que realmente virá algo NOVO, bom e que vai ser traduzido e indroduzido aqui e onde mais puder.
É tempo de abrir as asas e deixar que o vento sopre sua liberdade e me prenda em lugar seguro, e me deixe livre pra saber escolher mas me dê opções.
É tempo de fechar os olhos e começar a voar, de novo pra sempre -até que chegue ao fim !


(Manu)