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27 de outubro de 2009

Não me ame, mas fique mais um dia.


Sabia que iria encontra-lo mas não sabia que iria encontra-lo tão de perto, tão por completo. E assim ele me surpreendeu, fez brilhar de novo esses olhos que já estavam opacos, e me levou de novo pro seu mundo, e eu já estava começando a me esquecer como são bonitas as cores que dão vida àquele lugar que se tornou tão distante pra mim. Mas eu sabia que estava tudo mágico demais e como todo conto de fadas tem sua meia-noite. Não deixei meu sapatinho, mas deixei o meu gosto e uma parte do que tenho de melhor. Eu não quis olhar pro relógio; mas escutei seu badalar, como que se disesse a minha sentença.

Colocamos um ponto final nessa historia, um ponto bem legivel e pacifico. Nem doeu tanto assim, nem foi uma daquelas despedidas tristes e melodramaticas com expressões funebres.
Pelo contrario, foi bonito, até feliz eu diria. Sem palavras falsas, sem juras futuras ou passadas. Apenas estivemos um com o outro, estivemos por vontade, sem hora marcada, apenas fomos sinceros sem dizer muita coisa, apenas nos aproveitamos como se quisessemos com toda nossa alma, sintonizados na mesma estação, tocando a mesma música, dançando no mesmo compasso, traçando uma mesma história, ou o final dela, pelo menos de um capítulo. Fomos cumplices, como numa fuga, como se pudessemos fugir por um tempo de tudo o que nos impede de ficar juntos, de tudo que não deu certo e de todas as outras preocupações, pessoas e opniões.
Acho que foi um daqueles dias que ficam pra sempre, não por ter sido um fim ou algo parecido, mas por ter sido tão intenso, tão surpreendente e tão sincero. Foi um daqueles em que você sente tudo o que precisava sentir, que você comprova que não foi tão boba assim de sonhar e que não estava ficando doida, que não era platônico, apenas não deu certo, pelas circustancias, que tanto fizeram que nos trouxeram pra cá, mesmo que pra nos dar uma prova daquilo que não podemos ter. Mesmo assim eu as agradeço por ter me proporcionado te sentir tão colado em mim mais uma vez, por ter deixado sua boca tão proxima da minha, seus abraços tão apertados e sua voz tão carinhosa.Sei que você estava ali comigo, e que não tinha outro lugar que poderiamos estar, a não ser ali.
Ficou claro de um jeito bem sutil tudo que ficou por dizer e o que não tinha outra forma de ser dito. Não nos dissemos tchau,nenhuma palavra que soasse como despedida foi pronunciada, mas nós sabiamos que assim seria, nós sabiamos que é melhor assim.
Estivemos juntos, apenas juntos e tão juntos como nunca estivemos.
(...) e talvez por isso tenha sido mais facil, por saber que sempre estivemos um pelo outro sem saber, por saber que estavamos juntos nessa.

(Mari)

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